Antes ou depois do fim do mundo
Diana Salu, 2020 - 2024. Seleção de 18 desenhos da série Lápis sanguínea, sobre papel pólen bold. 125 x 87 cm.
AUDIODESCRIÇÃO

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Há mundos que terminam e de dentro de suas carcaças outros surgem. Há mundos que insistem em continuar, sempre se refazendo. Há mundos de plástico, irredutíveis. E mesmo que um dia acabe o mundo, o fim que tanto aguardamos, o planeta ainda existirá, a terra existirá. E ela é a geradora de mundos.
Antes ou depois do fim do mundo traduz parte da pandemia na minha vida. As rupturas. O cansaço com o que não faz sentido e se faz apenas para pagar contas. A abertura ao que é essencial. O reposicionar do corpo, da voz, da urgência do sonho.
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Os desenhos foram todos feitos em papel polen A5, usando dois tons de lápis sanguine e começaram a partir de imagens em sonhos muito vívidos entre março e abril de 2020. Essa série começou com a pandemia e, como a maioria do que eu fazia naquela época, ficou largado pelo caminho. Até 2024 foram cerca de 60 desenhos, muitos dos quais foram sendo dados a amigues quando voltamos a poder nos encontrar presencialmente. Acredito que essa série de desenhos é a contraparte de Profecia, meu livro inteiro de poesia publicado pela editora Jandaíra em 2024. As imagens que compunham meu imaginário junto com a feitura dos poemas. As palavras, aliás, se contaminam, passam das páginas de um a outro.
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Para a exposição, a curadora selecionou um conjunto de 18 desenhos, organizados em duplas em uma das paredes da galeria. Há muitas brincadeiras de dualidades em Meu nome é um caminho, nesta seleção, observamos como cada lado de uma dualidade é um olhar possível para o conjunto.
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