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acolher destruir o tempo

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Casulo, escultura, arqueologia/(h)i/estoria-grafias trans, arquitetura,  audiovisual

corpo, lugar, lembrança, poema, dança

 

Toda memória é uma rede, tecida de registros, invenções, narrativas e corporeidades. Aqui, propomos a criação de brinquedos tendo o corpo trans em evidência como pulso da brincadeira e o Tempo, figura encantada emboladora de histórias, é o coração da nossa brincadeira.

 

Um brinquedo, para encarar o apagamento não como uma tragédia irreparável, tampouco como algo pequeno que pode ser deixado para trás.

 

Brinquedo como tecnologia ancestral, ferramenta documental e fabulacional, para ecoar fragmentos e inventar caminhos seguindo os nomes que nos foram passados pelos sonhos.

 

Acolher tempos onde nossos corpos são ancestrais e suas tecnologias, futuro.

 

Destruir tempos que nos excluem do passado-futuro e não nos permitem o presente em que já existimos - tempos onde somos sempre os corpos de um amanhã que não chega.

 

Transcestralidade, uma dança trança o agora.

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Diana Salu

Diana Salu é poeta e artista visual trans/mídia. Também é produtora e designer, com foco em design editorial. Graduada em Artes Visuais pela Universidade de Brasília. Cria com imagem, palavra e os encontros de agora e de antes. Suas obras investigam a natureza em transição de corpo, paisagem e memória em travessias poéticas. Se interessa pela que acontece entre.

Dentre suas publicaçõe autorais destacam-se “Cartas para ninguém” (2019, padê Editorial) e Profecia” (Jandaíra, 2023), que serve de base para a investigações artísticas em multimídia em parceria com Francisco Rio e Ernesto Nunes na pesquisa ‘acolher destruir o tempo” e na criação do EP “Sibilantes” com Pétala Conceitinho. Para 2025 está prevista sua exposição individual, “Corpo-mundo”. Foi uma das fundadoras da MÊS Editora, voltada para publicações de quadrinhos, literatura e artes visuais, em ação de 2013-2017 no DF. Idealizadora da 'Dente - feira de publicações' (2015-2019) e do “Transzine-se: laboratório de fanzines” (2021-presente)

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Francisco Rio

Francisco Rio é artista trans/mídia, enquanto diretor, performer, dançarino, coreógrafo, cineasta, figurinista, arte-educador, caminhante e escutador de história. Cria desde 2009 de forma itinerante, com pontes entre territórios do Distrito Federal, Goiás, Bahia, Pernambuco, Ceará, Santa Catarina e Minas Gerais, a partir da relação com as migrações do processo histórico de seus familiares, refletindo sobre ancestralidade, território, brincadeira, tradicão e dissidência. Licenciado em Dança pelo Instituto Federal de Brasília (2017), tendo como principal formação as tradições orais, mestres de vida, terreiros,  folguedos, parições e estradas. Em 2023 lançou sua primeira série cinematográfica como diretor, a trilogia Estrela da Tarde, premiado nacionalmente e exibido internacionalmente. 

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Ernesto Nunes

45 anos. Nasceu em Bras-ilha. Ateu não praticante, anarco dissidente de gênero. Psicólogo clínico, investigador esquizoanalista,  mestre em psicologia do desenvolvimento humano pela Universidade de Brasília e doutorando em antropologia na Universidade Federal do Paraná.

Em constante flerte com linguagens teatrais e de produção escrita. Organizador do grupo terapêutico transcentrado, MoLoTov.  Pesquisador dos processos de subjetividade e contra hegemonia.  Pesquisador de infâncias e transgeneridade e Auto nomeado.

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